quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Agora com quase 25.

Após dois anos de reflexões apenas internas, uns diagnósticos de ansiedade + depressão + TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e uma psicóloga que eu faço chorar nos dias de terapia, cá estou eu novamente há 3 meses de entrar nos 25 anos.
Confesso que isso me assusta, afinal eu já adentro uma idade a qual eu planejava ter e ser coisas estratosféricas - que só hoje eu entendo serem absurdas mesmo.
Os probleminhas da cabeça que eu citei ali decorrem de muitos fatores, dentre eles genética, rotina estressante e pessoas "abençoadas". Mas está tudo sob controle, eu estou bem e continuo as minhas reflexões de vida.

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Decepções
Inevitáveis. No momento que você se coloca no mundo e passa a desenvolver relações interpessoais e afetivas, começou o risco disso.
Algumas leis entabuladas pela moral e a ética - se seguidas - já tornariam evitáveis tais tristezas. Se você apenas não fizer ao outro aquilo que não gostaria que fizessem a você, se você tivesse empatia pela vida das outras pessoas, e por aí vai... Parece bem básico né? Mas não é.
O egoísmo é o mal do século. A conveniência das situações extrapolam o senso comum e a noção de amor ao próximo, se bem que falar de amor já estamos pedindo demais... Respeito! Respeito ao próximo apenas.
Escutei esses dias que a sinceridade é muito amada, até que comecem a praticar com você.
Eu só não gosto que confundam sinceridade com falta de educação, e existe uma diferença e limite entre os dois conceitos.
Sejamos sinceros. A verdade liberta... e nos dias de hoje liberdade seria o maior oásis para todos.
Não sejamos egoístas. Egoísmo leva à mentiras, leva a leviandade com os corações alheios, e isso é a pior mazela humana.

Amor
Existe. Óbvio que existe. Quando eu olho para a carinha dos meus cachorros ele está lá. Quando eu vejo os meus pais se abraçando ele está lá também. Nos dias de chuva com o meu edredom... está lá também.
Ele de outras formas eu não tenho propriedade para dizer, afinal não sei se é o que eu conheço. Mas pelo que vivi até agora, amor não é um sentimento inabalável. Ele é lindo, forte, arrebatador, quebrantador, enlouquecedor até... mas não é inabalável. Ele necessita de alguns requisitos para se manter forte como o Hulk, e assim como o personagem verdão, ele precisa ser cuidado.
Eu acho que seja isso. Essa é a minha verdade, né?

Planos
Seus. Seus planos são seus. Não deposite em outras pessoas, coisas e animais um planejamento ou uma ideologia de realização pessoal, afinal, você só pode contar indiscutivelmente com uma pessoa: Você.
Cuidado com os planos. Dependendo da carga de expectativa depositada neles, no sucesso deles e na certeza de que ali reside a sua felicidade, ao menor sinal de impossibilidade de concretização nasce uma frustração, e dessa frustração nasce uma depressão. Falo com propriedade.
Antes eu achava que a minha felicidade estaria em casar.
Depois que a minha realização de vida seria a maternidade.
Também cogitei felicidade plena ao trabalhar no que me formei e não tenho paixão nenhuma.
Não tá aí, sabe? Pelo menos pra mim.
Se eu não machucar ninguém e puder ajudar a quem aparecer na minha frente, BINGO! Encontrei a felicidade.

Tenho muitos pensamentos e conclusões inconclusivas que aos poucos vou me insiprando a soltar pelos dedos.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Carta ao meu ex namorado

Resolvi escrever porque nós nunca sabemos quando não teremos mais a oportunidade de falar nada, e isso é desconfortante.
Estou aqui pra botar pra fora tudo que tá por dentro. Todas as metamorfoses que eu sofri ou que eu acho que sofri. Mas acredito que as mais contundentes a gente nunca se dá conta que sofreu...
Aquela velha mania de perder os sonos sagrados refletindo em problemas dos quais a gente mesmo cria foi perdida, ponto positivo.
Nós nunca sabemos o real motivo pelo qual nos atraímos pelas pessoas. Já fui muito questionada e me questionei também das razões pela qual eu fui parar aí, dentro da sua vida, e por que deixei que você habitasse a minha. Nós não somos iguais. Aliás, não mesmo! Eu sempre me senti bizarra por não acompanhar os gostos das pessoas em geral, nem musicais, nem de roupas e nem de programas de lazer... até fazia algumas coisas iguais para não ser marginalizada, mas sabe, não era meu forte. E pela primeira vez alguém não me fez sentir bizarra. Alguém que eu falo meus pensamentos mais viajados e que existe um entendimento. Alguém que tem playlists sensacionais no carro, que tem AS músicas que vão na minha alma. Alguém que sabe, assim como eu, se vestir de gente grande pra trabalhar, mas não abre mão de uma roupa "non-sense" e engraçada. (PS: agora sou it girl nas horas vagas). Alguém que concorde que Super Mario é mais legal do que um lugar cheio de gente cérebro de ervilha. Alguém que aprecie beleza, mas saiba que visão, inteligência e carisma são a cereja do bolo, ou talvez troquemos a cereja por Kit Kat.
A verdade é que essas coisas são pontos positivos de compatibilidade, de visão de mundo, mas não é isso que nos une. O que me fez estar aqui são outras coisas, as coisas que a gente odeia, por saber que são nossos erros.
Nisso tudo, nesse meu jeito despreocupado e desastrado, você veio pra trazer a seriedade que me faltava, o "fechar a cara" nas horas certas. Trouxe um pouco de pontualidade, a qual eu não tenho e nem julgava importante - até estar do outro lado, e você tem razão. Trouxe um pouco a velhice e ranzinzice ao meu frescor e jovialidade irritantes. Trouxe o silêncio que eu não sei lidar nas pessoas, já que falar é como respirar pra mim. Trouxe a frieza de encarar que o mundo não é bonito, e que a gente bate a cara independente do coração cheio de boas intenções. Trouxe o álcool... sem explicações sobre isso.
O melhor nesse um ano de distância...foi enxergar isso. E perceber que eu me enganei, eu nunca precisei de você. Eu nunca tive necessidade de você. E me enganava diariamente acreditando nisso, nessa necessidade e "precisão". Eu gostava de você, eu tinha escolhido você. E não estar junto foi ruim, não foi "falecível" porque estou aqui, mas foi ruim.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

MINHA VERDADE

Não é absoluta, não é a sua, talvez não sirva pra ninguém... Mas é a minha verdade.

Inicio agora uma nova fase e inclusive um blog novo, porque o antigo tinha uma pegada adolescente e era claramente um diário.

E vou começar com um tópico que bastante me fascina e me confunde: a verdade. Ela é tão pregada nas nossas mentes como se fosse o símbolo máximo do caráter e desde pequenos aprendemos que o sucesso se esconde atrás de pessoas verdadeiras.

Mas a verdade é que a mentira vai te visitar, inúmeras vezes, saindo da boca daqueles que você deixaria até seu cachorro sob os cuidados, ou seja, alguém que você confiava.

O que eu aprendi é que a confiança é uma merda. Você se decepciona, você fica na mão, você até chora... de ódio. Mas não entremos em pânico!

A verdade é que as pessoas vão te machucar, isso é involuntário e inevitável. O que pode ser mudado é o seu comportamento anterior, de viver um inferno, ou somente dedicar-se às risadas reservadas.

Nada do que você diga ou faça poderá modificar o movimento de rotação ou translação da Terra, mas você pode abrir os braços e rodar junto.

Não que isso seja uma essência minha de longa data, tive que aprender na marra que dar murro em ponta de faca faz um machucado e a gente corre sério risco de se afogar nadando contra a correnteza.

Se conselho fosse bom, seria vendido e não dado a torto e a direita. Mas se tem algo que a vida já me ensinou nesses meus poucos anos de vida adulta, foi que: não faça da vida de ninguém um inferno, pois a sua também será um consequentemente.

A liberdade é a sensação de maior frescor e prisão que se pode experimentar.